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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dons Extraordinários

20 de março de 2011
Recebi este interessante texto de um irmão sacerdote por e-mail, e repasso para os amigos:
Foi apresentada no Teresianum uma revolucionária tese sobre os fenômenos místicos extraordinários do início do século XXI. Como se percebe, a cura pastoral das pessoas que possuem esses fenômenos se torna cada vez mais difícil. Em alguns casos, alguns fiéis que possuem esses carismas se sentem fora da Igreja Católica, pois se trata de coisas extraordinárias, por isso, cada vez mais raras.
Apresentamos alguns desses dons extraordinários:
1.    Rezar sem sentir nada: São aqueles fiéis que mesmo sem sentir nenhuma consolação perseveram nas práticas de piedade que recebem da Igreja;
2.   Rezar sempre as mesmas coisas: São aqueles fiéis que embora cultivem um trato pessoal com Deus, se guiam, na maior parte das vezes, por orações já conhecidas;
3.   Não ter locuções interiores que lhes façam ter a certeza de que estão no caminho certo: são os fiéis que precisam arriscar quando querem fazer a vontade de Deus;
4.   Aceitar as doenças e contrariedades em geral: trata-se de um grupo cada vez menor, que, embora não queira sofrer, aceita as contrariedades por amor a Deus e ao próximo;
5.   Cultivar o silêncio e a ordem sobretudo dentro da Igreja: são os fiéis que vêem de algum modo extraordinário que a Igreja é casa de Deus, e que a Missa é um verdadeiro Sacrifício, por isso se sentem misticamente travados na hora de bater palmas ou gritar “huhu”.
Se você possui esses carismas fenomenalmente extraordinários para os nossos dias, não se preocupe, a tese comprovou que você é somente um católico e nada mais. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dons Carismáticos

Atualmente costuma-se separar, aqueles que são e os que não são carismáticos. Entretanto, esta separação não existe de fato, pois toda igreja é carismática, visto que ela é originalmente desde as suas origens, a começar pelo seu fundador, Jesus Cristo. Portanto, a expressão “carismático”, tem dois sentidos: aqueles que usam os dons carismáticos sobrenaturais e aqueles que são, por lhes serem próprios, uma vez que a igreja toda é carismática.
Neste contexto dividimos os dons em: ordinários e os extraordinários, os ordinários são os de natureza comum, como por exemplo, o dom musical, aquele que tem facilidade no relacionamento com a música; e os extraordinários são aqueles citados em 1 Co 12.8-10 – (1) Palavra da Sabedoria; (2) Palavra do Conhecimento; (3) Fé; (4) Curas; (5) Operação de milagres; (6) Profecia; (7) Discernimento de espíritos; (8) Variedade de línguas; (9) interpretação de línguas, portanto sobrenatural, concedidos por Deus através do Espírito Santo. Teologicamente, definiremos dom partindo de sua origem que se encontra no grego charisma, que significa “donativo de caráter imaterial, dado de graça”, portanto, os dons são capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo com o propósito de edificar a Igreja, visto que os dons são dados à igreja para a sua própria edificação (1Co 14.12), levando-a a manter e a desenvolver sua unidade no corpo de Cristo (Ef 4.4-6).


No Livro dos Atos dos Apóstolos e pelos escritos biográficos e reflexivos de tantos Padres da Igreja dos séculos I ao VII, vemos que os carismas eram comuns no início da Igreja. Muitos santos da igreja, a partir do século IV, já acreditavam que os dons carismáticos sobrenaturais foram necessários apenas para a difusão no início da igreja e já não eram mais necessários. Pode ser que era da vontade de Deus que os dons carismáticos “se apagassem” por um período da história (de maneira comum), porém na virada do século XIX para o XX, temos a certeza que o Senhor começa a preparar novamente o coração da humanidade para “uma nova brisa”, com a publicação da carta encíclica Divinum Illud Munus de Leão XIII. Começa a surgir uma renovação e não uma inovação como muitos pensam. O movimento de renovação carismática não traz, portanto, a novidade dos carismas, mas como seu próprio nome sugere, veio renovar esta realidade carismática que se encontrava “adormecida”, mas nunca apagada no seio da Mãe Igreja.


Portanto, os Grupos de Oração ou qualquer expressão carismática têm a responsabilidade de evangelizar carismaticamente, ou seja, com o uso dos dons sobrenaturais de serviço para a edificação da igreja de Cristo, uma vez que os carismas devem nos conduzir sempre a Jesus, centro e Senhor de nossas vidas. Dessa forma, os carismas não giram em torno de si mesmos, ou daqueles que o usam, mas sim esta sempre a favor dos outros, para auxiliá-los no encontro pessoal com Jesus.


São Paulo nos ensina acerca de nove carismas na I Carta aos Coríntios nos Capítulos de 12 a 14. No entanto, a Igreja reconhece, hoje, mais de trezentos outros carismas que, igualmente, ordenam-se à edificação do Reino de Deus e à missão evangelizadora no mundo.


Fonte: http://www.portalcarismatico.com.br/menu/carismas/carismas.htm


Por Cristo!