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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amar não é fácil - Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso! - Pe. Zezinho scj

Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal-amada.
Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal-amadas, nem mixês, nem prostitutas. E nunca ninguém negaria o que jurou num altar, nem haveria divórcio, nem desquite, jamais...

Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes, nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.

Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz. Mas o amor é sentimento que depende de um 'eu quero', seguido de um 'eu espero'; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu 'eu' por isso, o amor é difícil.

Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar. E quando morreu, amando, deu a suprema lição. Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!

Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, scj

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O processo de ressentimento

Ressentimento é o sentimento que surge em nós quando nossas expectativas são frustradas. Quando alguém (até mesmo Deus) faz algo diferente daquilo que esperavámos. Recebemos o fato como se fosse um insulto, uma ofensa, uma violência. É até natural sentir a quebra das expectativas, mas não podemos nos ressintir com ela. Ressintir é maturar o sentimento, e com isso abrimos espaço para a transformação da mágoa em ressentimento.

Todos nós somos limitados e emocionalmente imprevisíveis.

O ressentimento é sempre subjetivo. No princípio é mudo; depois, pela força da lamúria, ele se reproduz rapidamente. Como um vírus, ele se instala por meio da queixa. Quando nos sentimos agredidos, passamos a agredir. O ressentimento reclama sempre da mesma coisa, para as mesmas pessoas. Quanto mais conta, mais sente. O problema maior está na reação, e não no fato.

Assumimos o acontecimento em caráter muito pessoal. “Essa afronta foi pra mim”. Assumimos o acontecimento como uma afronta pessoal. Aluga-se o coração para a decepção. A pessoa ferida coloca-se no centro. Na vida nada tem esse caráter de exclusividade que o ressentimento tanto defende. As coisas acontecem para todos.

A grande maioria das ofensas que recebemos não foi direcionada para nós, ao menos intencionalmente. Em sua maior parte, as pessoas que nos ofenderam o fizeram por indelicadeza, descuido, sem querer. Ou porque também estavam machucadas e acabaram reagindo. O enfoque no caráter pessoal do sofrimento é o primeiro passo para o nascimento da mágoa. Guardamos a mágoa e começamos a incubá-la com o calor das queixas e lamúrias.

Nós nos assumimos com uma vítima – passamos a culpar os outros. É preciso culpar o autor da ofensa, pelo que ele fez, mas também acabamos por culpá-lo pelo modo como estamos nos sentindo. Devemos aprender a olhar para os problemas e para os acontecimentos como um treinamento que estamos recebendo da vida. É como o peso na musculação.

Normalmente a necessidade de culpar alguém, para não se responsabilizar pelos problemas, acaba sendo um passo fundamental para a transformação da mágoa em ressentimento. O triste é que, quando delegamos a causa dos problemas aos culpados que elegemos, estamos também delegando as soluções.

Embora não possamos mudar o passado, você é a única pessoa capaz de construir seu futuro. O que passei me faz melhor. A vida é bela. Podemos perdoar e tocar adiante nossa vida ou vivermos enfocados no passado. Tentar mudar o que não pode ser mudado reduntará em fracasso e causara esgotamento emocional.



(Texto extraído do livro: 'Gotas de cura interior')

Pe. Leo, SCJ

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Livro: Servir no Espírito - Padre Léo scj

Padre Léo scj tem como objetivo através deste livro ajudar quem assume a função de liderança na Renovação Carismática Católica a se tornar cada vez mais servo de Deus no poder do Espírito. É um livro gerado da vida e partilhado em muitos lugares. Ele pode ajudar a vencer momentos de conflito e problemas, para que o Espírito jamais se afaste de nós. O servo e a serva precisam estar mergulhados no Espírito Santo. De nada adianta para a Igreja um líder convertido que se isola com seu grupo. Só podemos testemunhar Jesus se permitirmos que seu Espírito aja em nós. Os dons que nos são concedidos precisam frutificar no serviço ao Senhor e a seu plano de salvação do mundo.