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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Podemos venerar as imagens dos santos?

"As imagens nos lembram aqueles que elas representam"

Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos santos e dos anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) traz uma cópia dessa imagem (Ed. de bolso, Ed. Loyola, pag.19).
É o caso de se perguntar, então: Será que foram eles "idólatras" por cultuarem essas imagens? É claro que não. Eles foram santos, mártires, derramaram, muitos deles, o sangue em testemunho da fé. Seria blasfêmia acusar os primeiros mártires da fé de idólatras. O Concílio de Nicéia II, em 787, declarou:
"Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos santos Padres, e da Tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como a representação da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, quanto a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos" (Catecismo da Igreja Católica, nº 1161).
Deus nunca nos proibiu de fazer imagens, e sim “ídolos”, deuses,  para adorar. O povo de Deus vivia na terra de Canaã, cercado de povos pagãos que adoravam ídolos em forma de imagens (Baals, Moloc, etc). Era isso que Deus proibia terminantemente. A prova disso é que o Altíssimo ordenou a Moisés que fabricassem imagens de dois querubins e que também pintassem as suas imagens nas cortinas do Tabernáculo. Os querubins foram colocados sobre a Arca da Aliança. Confiar essas passagens: Ex. 25,18s, Ex 37,7; Ex. 26,1.31; 1 Rs. 6,23; I Rs 7,29; 2 Cr. 3,10.
Da mesma forma, Deus Pai mandou que, no deserto, Moisés fizesse a imagem de uma serpente de bronze (cf. Nm 21, 8-9), que prefigurava Jesus pregado na cruz (cf. Jo 3,14). Que fique claro, Deus nunca proibiu imagens, e sim, "fabricar imagens de deuses falsos". Mas isso os cristãos nunca fizeram porque a Igreja nunca permitiu. As imagens sempre foram, em todos os tempos, um testemunho da fé. Para muitos que não sabiam ler, as belas imagens e esculturas foram como que o Evangelho pintado nas paredes ou reproduzido nas esculturas. Vitor Hugo dizia que as igrejas eram “Bíblias de pedra”. As imagens nos lembram que aqueles que elas representam chegaram à santidade por graça e obra do próprio Deus, são exemplos a serem seguidos e diante de Deus intercedem por nós.

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

sábado, 2 de julho de 2011

Manifeste-se contra o desrespeito à Fé Católica promovido pela Ditadura Gay

A Parada do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgênero de São Paulo decidiu este ano utilizar imagens ofensivas aos católicos para promover o uso do preservativo nas relações homossexuais.
O evento, que teve como tema um versículo do Evangelho de São João manipulado – “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!” -, colocou 170 cartazes em postes ao longo da avenida Paulista, com modelos masculinos representando santos católicos como se fossem homossexuais, seminus e em posturas eróticas, ao lado das mensagens: “Nem santo te protege” e “Use camisinha”.
O fato foi uma clara provocação e um desrespeito à Igreja e às práticas religiosas de 155 milhões de brasileiros que professam a fé católica. É um ataque, deboche e vilipêndio do ensinamento moral da Igreja, que considera – sendo fiel à Revelação – os atos homossexuais intrinsecamente maus.
O Código Penal, no artigo 208, assinala que é crime:
“escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso. Pena – detenção de um mês a um ano, ou multa”.
O que houve na Avenida Paulista durante a “Parada LGBT” foi vilipêndio público do culto católico e ofensa ao sentimento religioso. O fato se torna ainda mais grave pelo fato de a Parada receber financiamento público, especialmente dos Ministérios da Cultura e da Saúde, da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal e da Prefeitura de São Paulo. Consideramos que se este episódio passar despercebido, outros mais graves virão.
Se você sentiu-se ofendido e agredido na sua fé com os cartazes desrespeitosos à fé católica na “Parada LGBT”, nós o convidamos a:

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sábado, 18 de junho de 2011

Reflexão: A Igreja Católica prega o ‘arrebatamento’?

Não, tal e qual ele tem sido divulgado pelas Igrejas Evangélicas, não prega. O “arrebatamento” refere-se a uma passagem na primeira Carta aos Tessalonicenses, capítulo 4, que fala sobre cristãos sendo “apanhados” nas nuvens para encontrarem o Senhor nos ares. Muitos cristãos não Católicos têm uma interpretação equivocada dessa passagem, e “Left Behind” (Deixados para Trás, em Português), um livro publicado nos EUAs, tem ajudado a divulgar essa idéia de que seremos “apanhados” para encontrar o Senhor antes da Grande Tribulação que está vindo em nossa direção, num futuro próximo.
Segundo essa teoria, os cristãos vão simplesmente desaparecer,  para se encontrar com Jesus em algum lugar nas nuvens, e depois retornarem com ele para o céu para aguardar o fim dos tempos. Mas note, no versículo 17, Paulo diz que “… nós que estamos vivos, que estivermos ainda na terra,” seremos arrebatados…. Lembre-se que … aqueles que “estiverem ainda na terra” serão apanhados ao encontro do Senhor.
O livro “Left Behind” obteve seu nome a partir de uma passagem em Lucas 17 e outra passagem semelhante em Mateus 24, que falam da vinda do Senhor como nos dias de Noé e os dias de Lot. Mateus 24 diz o seguinte: “Como foram os dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem … eles comiam, bebiam, casavam-se e eles não sabiam até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Em seguida, dois homens estarão a trabalhar no campo, um será levado e o outro será deixado para trás. Duas mulheres estarão a moer no moinho, uma será levada a outra será deixada para trás.”
“Veja”, argumentam os entusiastas do arrebatamento: “Um será levado, o outro deixado … Eis o arrebatamento! Jesus leva os cristãos e deixa para trás os não-cristãos!” Há dois problemas com esta interpretação: Primeiro, a vinda de Jesus está sendo comparada aos dias de Noé e os dias de Lot. Porém, depois do dilúvio, quem foi deixado? Noé e sua família, os justos, enquanto os pecadores foram levados! Depois que Sodoma e Gomorra viraram fumaça, quem foi deixado? Lot e suas filhas, os justos, mas os pecadores foram levados! Em segundo lugar, lembremo’nos de 1 Tessalonicenses. Lá está escrito que aqueles que são “deixados” vão ao encontro de Jesus nos ares, não os que são levados. Ou seja, os justos são deixados para trás ao encontro de Jesus.
Em outras palavras, o Cristão deve desejar ser deixado para trás, para que possa ser apanhado nas nuvens, onde irá ao encontro de Jesus no ares, que irá acompanhá-lo de volta à Terra na Sua segunda e definitiva vinda. Portanto, não haverá arrebatamento tal e qual tratam os livros como Left Behind, pois essa é uma visão não é bíblica.