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sábado, 12 de novembro de 2011

Permanecer na Graça, mesmo após uma queda...


O Cristão é um campo de batalha civil. Nele a carne e o Espírito estão em constante luta. Hora o Espírito está vencendo, hora a Carne sobressai ao Espírito e o Cristão afasta-se da amizade com Deus.

Estas foram palavras de um amigo Pastor Evangélico, baseadas no livro “A Lei e a Graça” (C. M. Keen), para um dia onde pedi em oração o perdão de Cristo para minhas quedas.

Quando o Cristão cai deve ter consciência que Cristo morreu pelo pecado do Cristão, mas Vive para nos ajudar na vida nova. Não é por que me tornei Cristão que o pecado vai se afastar de mim. Muito pelo contrário, ai é que começa a verdadeira batalha!

“Coloque dois leões separados, cada um numa jaula e alimente um com carne em abundancia e outro apenas com água. Com o tempo vai perceber que, enquanto o leão alimentado torna-se forte, o outro vai atrofiando e enfraquecendo cada vez mais!
(Pr. Luiz Moreira)

Veja no símbolo dos leões a Carne e o Espírito. Embora separados habitam no mesmo lugar (dentro de nós) e o alimento podemos dizer que são nossas decisões diárias. Se alimentarmos bem a carne esta tornar-se-á mais poderosa e com certeza vai afastar-me de Deus, mas alimentando o Espírito este vai sobressair à Carne e fortalecerá minha amizade com Deus.

O problema é que o Cristão não perde os desejos da carne ao se converter, pois a conversão é diária, processo conhecido como “Santificação” em outras denominações cristãs. E podemos garantir que o único período em que você estará liberto dessa batalha constante é depois de Viver para Cristo. Logo após o chamado do Pai Eterno.

Enquanto viver o Cristão vai participar a cada instante dessa batalha, mas é sempre importante ter nos lábios essa bela canção que Diz:


“Senhor preciso te dizer, que é impossível te esquecer! Que não estou só nesta batalha entre o bem e o mal”
(Viver pra mim é Cristo, Pe. Fábio de Melo)


Todos os dias, a cada instante, a cada tentação, após cada queda o Cristão deve gritar com o peito estufado e cheio do Espírito Santo:

“Viver pra mim é Cristo! Morrer pra mim é ganho! Não ah outra questão, quando se é Cristão não se para de lutar! Triunfarei sobre o mal! Conquistarei troféus! Não ah outra questão quando se é cristão não se para de lutar... Até chegar ao Céu!”

Ps.:  Agradeço ao querido irmão em Cristo Pastor Luiz Moreira por ser hoje um canal da Graça de Deus para esse irmão Católico que vos fala. Em você encontro um homem que, mesmo com todas as diferenças doutrinárias, respeita e com certeza se faz respeitavel entre os Cristãos. Jesus, realmente fala por você!



Gabriel Barros

"Jovem tem que ser vivo, e não esse monte de zumbi alienado que o mundo está fabricando para não ser questionado de suas maldades e trapaças...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Quantos amigos você VERDADEIRAMENTE tem?



Lembro-me da época em que amigos eram pessoas de verdade, de carne e osso, pessoas com as quais crescíamos, conversávamos olho no olho, jogávamos super-trunfo e vídeo game.

Amigos eram pessoas que estavam ao nosso lado mesmo quando errávamos para nos erguer, muitas vezes arriscando-se ao permanecer ali.

Amigos eram conselheiros fundamentais em nossas vidas, e quando precisávamos de algo não pedíamos, pois os amigos sabiam de nossas necessidades antes mesmo de  revelarmos quais eram.

Amigos não eram números de contatos, fotos que ficavam estáticas em nossa página da web; não eram depoimentos copiados e colados, ou até mesmo “scraps” ou postagens em páginas pessoais que provavam a verdadeira amizade.

Na minha época um namorado, uma namorada eram os melhores amigos um do outro. Existia a troca de carta, de bilhetes, os cadernos de perguntas e respostas, os passeios no parque. As fotos não serviam para encher um álbum virtual e provar popularidade ou uma vida social ativa, mas para registrar momentos inesquecíveis como um abraço, um beijo, uma surpresa...

Amigos não eram numerosos, e sabíamos diferenciar amigos de colegas ou conhecidos. Não dizíamos que amávamos todos com os quais entravamos em contato, principalmente por que o Amor tinha algum valor para nós.

Meus amigos, meus verdadeiros amigos estão comigo até hoje. São poucos, não conversamos direito por conta do tempo, mas o amor que brota das lembranças ESTÁ MAIS VIVO DO QUE DE MUITAS PESSOAS QUE TEM VÁRIAS DE CONTAS NO ORKUT, VÁRIOS SEGUIDORES NO TWITTER, UMA PORRADA DE PERGUNTAS NO FORMSPRING E AINDA ASSIM SENTEM-SE SOZINHAS.

“Quem encontrou um verdadeiro amigo, ali encontrou um tesouro”

Quero terminar essa postagem super-especial com a mesma pergunta com a qual comecei:

Quantos amigos você VERDADEIRAMENTE tem?

sábado, 9 de julho de 2011

Contra a traição não há vacina, só antídoto

Imagem de Destaque

"Quem ama perdoa,
             supera e segue em frente"







Confiança é um artigo raro no “mercado” atual. Fomos condicionados a desconfiar de tudo e de todos, acreditando que todos são suspeitos até que se prove o contrário. O pior é quando lutamos, ultrapassamos essa ideologia e acabamos decepcionados pelas pessoas. Voltamos à estaca zero e, agora, voltar a confiar em alguém é muito mais difícil.
Isso se complica muito mais quando falamos de amizade. Um amigo é aquele que é nosso aliado, companheiro, protetor. Sendo assim, se nos deparamos com atitudes que contrariam essa definição natural, a decepção é muito maior. De um pai se espera proteção. De um amigo se espera aliança, confiança. Essa é a ordem natural e contrariá-la é criar feridas profundas em nossos corações.
Mas para isso não há vacina. Quem toma a firme decisão de amar alguém de verdade, também está colocando a sua "cara à tapa"; está se arriscando em se decepcionar, em ser traído. Quem ama se arrisca e, por se arriscar, se realiza, é feliz. Não tem jeito! Contra traição não há vacina, só antídoto.
Podemos chamar de vacina qualquer espécie de vírus atenuado que, ao ser introduzido no organismo, causa certas reações e a formação de anticorpos, os quais tornam o organismo imune àquele vírus. Não podemos imunizar o nosso coração contra as possíveis decepções de uma amizade, pois quem cria anticorpos contra a possibilidade de ser amado acaba morrendo. Com medo de ser traído, não se deixa mais amar, não ama e morre.
Mas se não existe vacina para a decepção, para a traição, existe antídoto. Um antídoto é um medicamento empregado com o fim de inativar a ação de outro; é um contraveneno. O melhor antídoto para qualquer decepção com um amigo é uma outra amizade. Só é curado de uma decepção quem se arrisca novamente e se permite também correr o risco de ser amado. Quem se abre a um novo relacionamento, se abre para ser cuidado, para amar, para estabelecer confiança, proteção, companheirismo. Para haver cura é preciso haver abertura, e não há melhor forma de ser curado do que amar e ser amado.
Pode ser difícil no começo, mas pouco a pouco, aqueles que corajosamente se arriscam no amor podem experimentar o seu poder curativo. Poderão ver de forma concreta que a cada passo que é dado as suas feridas vão cicatrizando. A possibilidade de amar e ser amado cria novos ares, novas esperanças em nossa vida. O coração é um músculo e para ele não atrofiar, o melhor exercício é amar.
Ninguém recomeça a amar sozinho. É difícil encaramos tantas feridas de uma vez só. Precisamos de ajuda, de Alguém que entenda o nosso processo e nos ajude em cada passo. Para isso não há um treinador melhor do que Deus: o próprio Amor. O Senhor sabe de nossos limites, das nossas dores, das nossas dificuldades. Ele mesmo foi traído e abandonado pelos amigos d'Ele. Mas a cruz que poderia se tornar, naquele momento, o maior sinal de abandono, com o Seu sacrifício, se tornou o maior ato de amor. Jesus experimentou as nossas dores, mas não parou nelas. É isso que Ele quer nos ensinar e por isso não nos deixa sozinhos. Ele vai conosco, supera os obstáculos, ensina-nos a perdoar e nos faz vencer no amor. Mas Ele não pode nos obrigar. Ele precisa da nossa decisão, da nossa abertura.
Talvez você tenha sido traído por um amigo e se fechou a outras possibilidades de amizade. Olhe para você e poderá perceber que seu coração está atrofiando. Peça ajuda ao Senhor e volte a amar. Abra-se novamente, dê esse passo. Pode até doer nos primeiros dias de exercício, pois seu coração estava muito tempo parado, mas depois ele vai ganhar ritmo e amar com toda potência. Deus está com você, como um Amigo, só esperando a sua decisão para ajudá-lo a superar. Recomece as suas amizades a partir do Senhor. Quem ama perdoa, supera e segue em frente. Arrisque-se novamente e experimente, em Deus, um novo começo, uma vida nova, a ressurreição do seu coração. 


Seu irmão, 


Foto Renan Félix
renan@geracaophn.com
Renan Félix é bacharel em história, missionário e seminarista da Comunidade Canção Nova
Outros temas do autor: http://blog.cancaonova.com/renanfelixTwitter: @renancn